Essa semana, folheando uma revista antiga, encontrei uma informação interessante: um indicador do Inaf. Para quem não sabe (como eu não sabia):
O Inaf - Indicador de Alfabetismo Funcional - é um indicador que mede os níveis de alfabetismo funcional da população brasileira adulta. O objetivo do Inaf é oferecer à sociedade informações sobre as habilidades e práticas de leitura, escrita e matemática dos brasileiros entre 15 e 64 anos de idade, de modo a fomentar o debate público, estimular iniciativas da sociedade civil e subsidiar a formulação de políticas nas áreas de educação e cultura". [fonte: http://bit.ly/fL4RcT]
O Inaf - Indicador de Alfabetismo Funcional - é um indicador que mede os níveis de alfabetismo funcional da população brasileira adulta. O objetivo do Inaf é oferecer à sociedade informações sobre as habilidades e práticas de leitura, escrita e matemática dos brasileiros entre 15 e 64 anos de idade, de modo a fomentar o debate público, estimular iniciativas da sociedade civil e subsidiar a formulação de políticas nas áreas de educação e cultura". [fonte: http://bit.ly/fL4RcT]
Segundo o indicador, existem 4 níveis de alfabetismo:
Analfabeto - quem não consegue realizar tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases.
Rudimentar - pessoas com a capacidade de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares.
Básico - pessoas que leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências.
Pleno - pessoas cujas habilidades não impõem restrições: lêem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses.
De acordo com o site, a última pesquisa a ter seus dados divulgados foi a de 2009. Eu li rapidamente alguns resultados e e gostaria de expor um fato(?) aqui:

Analisando a tabela, percebemos que o Analfabetismo e o alfabetismo rudimentar (índices negativos) diminuíram bastante entre os anos de 2001 e 2009. Além disso, podemos afirmar - indubitavelmente - que o alfabetismo Básico é o que apresentou mais mudança: 13 pontos percentuais de melhora nesse mesmo período. Muito bom!
Pera aí?! Muito bom? Vamos relembrar as habilidades de uma pessoa "basicamente alfabetizada":
As pessoas classificadas neste nível podem ser consideradas funcionalmente alfabetizadas, pois já lêem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências, lêem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma seqüência simples de operações e têm noção de proporcionalidade. Mostram, no entanto, limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de elementos, etapas ou relações.
Pera aí?! Muito bom? Vamos relembrar as habilidades de uma pessoa "basicamente alfabetizada":
As pessoas classificadas neste nível podem ser consideradas funcionalmente alfabetizadas, pois já lêem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências, lêem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma seqüência simples de operações e têm noção de proporcionalidade. Mostram, no entanto, limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de elementos, etapas ou relações.
Quem aí se deu conta de que o Brasil, em 2009, tem a ultrajante parcela de 25% de cidadãos entre 15 e 64 anos plenamente alfabetizada??? 3/4 dos brasileiros (sobre)vivem sem compreender linguagens complexas (sejam elas verbal ou matemática).
Ao ver um simples gráfico como esse com o mínimo de criticidade, podemos compreender um pouco mais da nossa realidade, passamos a ter algumas respostas para as típicas perguntas: "como BBB faz sucesso?", "quem votou no Tiririca?", "quem votou no Collor?", "por que os professores ganham tão mal?"...
Entrem no site e tirem suas próprias conclusões [http://bit.ly/fL4RcT], mas a minha opinião é a de que há "orgulho" (leia-se marketing político) de exibir estatísticas sobre um analfabetismo que tende a zero, e há a cara de pau de omitir (leia marketing político) que os ditos alfabetizados - na verdade - não sabem ler.
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