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26 de fevereiro de 2012

Volta às aulas

Amanhã começa o meu ano letivo: conhecerei alunos novos, perspectivas diferentes, passados distintos...


No entanto, uma coisa é igual: são todos alunos... 


Afinal, eu vejo em todos uma coisa igual: um mundo de possibilidades.


Para mim, isso é ser professora... é ver em cada um à minha frente um mar de possibilidades que se concretizarão, também, pelo trabalho que eu realizar com eles, pelos debates que eu promover, pelas reflexões que eu suscitar, pelas dúvidas que eu cultivar...


É isso que me anima a cada início de ano, o desafio de tornar meros desconhecidos em futuros tocados por mim e pelo meu trabalho. Evidentemente, não tenho 100% de sucesso e sei que não vou mudar O mundo (afinal, Hitler mudou o mundo e olha a merda que ele fez), mas sei que posso mudar o mundo de alguns e isso já me deixa feliz demais!


Um bom retorno a todos os professores e alunos!

21 de fevereiro de 2012

Resoluções







Bom, o ano - no Brasil - só começa depois do carnaval... e eu descobri que é por isso que minhas resoluções de ano novo nunca acontecem. Sempre tenho ideias (de organização e de emagrecimento, principalmente) para por em prática já no dia primeiro de janeiro, mas aí vêm as férias - e nas férias não dá para emagrecer -, aí vem o carnaval... A enrolação só termina quando passa esse bendito feriado!


Em suma, meu ano só começa mesmo quase em março, que é quando começam as aulas e quando minha rotina volta realmente a ser rotina.


E o que esse blog tem a ver com isso?


Postar com regularidade aqui é uma das minhas resoluções de ano novo... que, claramente, ainda não foram postas em prática. Então, estou escrevendo hoje, em plena noite de folia (#NOT), apenas para firmar meu compromisso de não deixar esse meu cantinho tão abandonado.


Que o ano, de fato, comece!

6 de novembro de 2011

Extravestibular

A UFRGS já divulgou os editais para ingresso na universidade sem ser por meio do vestibular. São oferecidas vagas para ingresso diplomado e para transferência interna.

Ou seja, quem já tem um curso superior e está na batalha do vestibular, pode tentar também o ingresso diplomado e ter mais chances ;)

Informações aqui!

26 de outubro de 2011

Sobre a nova polêmica ENEM

Eu entendo a indignação de vestibulando do Brausil inteiro quanto a esse novo episódio de falha/fraude do Exame Nacional do Ensino Médio (quem não sabe da história leia aqui), mas peço que todos prestem atenção a um detalhe: o ENEM - antes de sua aplicação - passa por um pré-teste que serve para ajudar a medir o grau de dificuldade dos exercícios e para testar a clareza dos enunciados.

Esse fato nunca foi ocultado nem omitido pela Ministério da Educação. Se os professores e as escolas lessem os materiais destinados a eles sobre o exame, já saberiam disso há muito tempo e, obviamente, saberiam que haveria a possibilidade de haver uma fraude como essa da escola Christus.

Logo, seguindo o raciocínio lógico, não se pode simplesmente dizer que o problema é apenas a incompetência dos organizadores da prova, se foram as pessoas (e uma instituição de ensino) que usaram a pré-testagem de forma inadequada.

Vejam bem, não estou defendendo a (des)organização do INEP, visto que, claro, devem existir formas melhores e mais seguras de se fazer essa testagem...

MAS

discordo de indignação desinformada que sempre "coloca a culpa" no governo quando, na verdade, a culpa está em vários daqueles que se dizem cidadãos, nesse caso, funcionários dessa escola e quem ajudou nessa empreitada criminosa e também, quem sabe,  em nós mesmos que não questionamos esse sistema de testes das questões nem tentamos nos informar sobre como ele era feito para poder contestá-lo.

Indignem-se, agora, contra a impunidade, isso sim deve ser combatido. Lutem para que quem fez errado assuma a resposabilidade, pois só assim o "jeitinho brasileiro" vai deixar de fazer parte da nossa cultura.

26 de setembro de 2011

Brasileirismos

Já que estou em um dia de revolta com as redes sociais, aproveito para postar algo que as atinge diretamente: o nome delas escritos de acordo com a pronúncia / ortografia do português. 


Já que estrangeirismo não pode, temos de criar alternativas ;)






23 de setembro de 2011

Nada a ver






Sei que essa postagem não tem nada a ver com o que o blog se propõe, mas achei lindas essas ilustrações e o blog é meu, né... coloco o que eu quiser aqui! ha ha =P

Tem mais no http://little-miss-pixel.blogspot.com/ 

9 de setembro de 2011

Português é uma ciência exata!

Quem disse que não há lógica na Língua Portuguesa? 
Quem disse que a linguagem não é uma ciência exata? 
Quem disse que não podemos transformá-la em um cálculo? 






 

Tudo depende da perspectiva com que miramos tal ciência, não acham?

2 de setembro de 2011

Teste seu vocabulário

O tema da aula que ministrarei amanhã é "adequação e ampliação de vocabulário". Por isso, eu estava vasculhando as internerds a procura de imagens, vídeo ou sites relacionados e achei esse teste online


Claro que é meio teste da "Capricho", mas achei legalzinho. Vale a pena fazer só para "tirar uma febre". Além disso, sempre se aprende algo novo nesses testes de conhecimento.


Minha pontuação foi 26, faça o teste e diga a sua pontuação aqui nos coments ;)


10 de agosto de 2011

Por que o jovem não deve ler!


Ei, Já aviso, se você ficou desanimado ao ver o tamanho desse texto, se está pensando em desisitir dele, se acha que não vai ganhar nada com essa leitura... aí sim que tu deves parar para lê-lo.


Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola. E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows.


(Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Mônica, na onda dos sarados e popozudas que veem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)

Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.)

Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de idéia. Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.

Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua tecnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.

E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.

Viram como ler atrapalha?

A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude. E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.

Por isso, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça. A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.

Eu reconheço: a maioria está certa em não ler.

E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:

1.Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Porisso que eles mandam e desmandam há séculos;

2.Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;

3.Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia;

4.Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;

5.Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.

 
O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém -nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura - pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, tres entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.

Mas paro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.

De um especialmente - o poeta Tiago de Melo - com seu verso comovido e repleto de coragem:

"Faz escuro, mas eu canto!"

Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão. 

Ulisses Tavares

21 de junho de 2011

Sintaxe à vontade




Essa canção de abertura do show do grupo "O Teatro Mágicotem como tema a sintaxe e brinca com os significados das palavras e com as possibilidades de interpretação causadas -principalmente- por diferentes  pronúncias da escritaSua riqueza está nas várias ambiguidades e jogos de significação que dão toda a "graça" para um assunto visto como chato e difícil. (ver a letra aqui)


Bom proveito! =)

31 de maio de 2011

Blãda

Sei que este blog, pretensamente, é sobre língua portuguesa, mas aquisição da linguagem é interessante em qualquer idioma. Por isso, esse vídeo. Olhe coisa mais querida esse menino tentando falar a palavra blood [sangue - tradução para agradar o Sr. Carrion].

O melhor é ele ficando bravo com o pai que ri da pronúncia quando o que realmente importa é o que ele quer informar, algo super importante pra ele.

Coloquei em forma de link, pois o youtube não me permitiu agregar o vídeo ao blog.


28 de maio de 2011

Bate-papo

Esse vídeo mostra dois irmãos gêmeos tendo um diálogo filosófico, exemplo claro de que a linguagem é natural ao ser humano. Desde bebezinhos já temos a predisposição para a aquisição de línguas.



Bom estudo =)

17 de maio de 2011

Opinião com embasamento


Seguidamente fico chateada ao ler matérias sobre a minha área (educação e ensino de línguas) escritas por jornalistas que nada sabem sobre o assunto. Essas pessoas têm um lugar legitimado de formadores de opinião, ganham para fazer isso e o fazem da maneira mais "porca" que pode haver:não se dão ao trabalho de pesquisar sobre o que vão escrever.

Esses dias, minha indignação ocorreu ao ler uma coluna da Martha Medeiros
sobre os estrangeirismos: até agora não consegui entender como ela partiu desse tema e foi acabar falando de erros cometidos por falantes do português. Ela pode dar opinião sobre o que ela quiser, mas não pode perpetuar preconceitos. Ainda mais preocupante é um jornal como a Zero Hora permitir que algo desse nível seja veiculado.

Hoje, o que me causou indignação foi ler críticas sobre um livro distribuído para alunos da rede pública de ensino. O tal "infame" livro supostamente ensinava o aluno a falar errado. Isso foi o que li -e ouvi- em muitas reportagens de veículos da Globo, da Bandeirantes, da Uol e por aí a fora. Muito me espantei ao ver que nenhuma das matérias foi feita baseada na leitura e na análise do tal livro, só vi um festival de achismos furados veiculados em tom de seriedade e de preocupação: alarde infundado, sem cabimento e -claramente- com interesses políticos. [
Quem quer se inserir nessa discussão, apropriadamente, pode ler o capítulo do livro Por uma vida melhor e fazer alguma reflexão por si só antes de ler opiniões alheias].

Sinceramente, espero que os veículos de comunicação repensem a contratação desse tipo de cronista, jornalista, pseudo-escritor que, em detrimento dos fatos, prima apenas pela sua -humilde, fraca, vazia- opinião. Jornalista de verdade é aquele que pondera, que pesquisa, que se informa antes de emitir qualquer parecer sobre um assunto tão sério como é a educação e, principalmente, a relação de um país com a sua língua.

Prontofalei.


13 de abril de 2011

sobre aniversários

Hoje é meu aniversário (ou era, até 0h)... fiquei com vontade de escrever sobre isso já que é algo que acontece com todo muno - e todos os anos - obviamente.
As pessoas lidam de maneira diferente com essa data: alguns comemoram como se não houvesse amanhã, uns comemoram como se fosse o início ou o fim de um ciclo, outros não estão ligando muito para mais um dia de vida.
Dentre as muitas condições em que o mundo é injusto com as mulheres, a questão do aniversário é mais uma delas. Os homens ganham muito a cada ano: experiência, charme com os cabelos grisalhos, maturidade. As mulheres ganham - na melhor das hipóteses - um presente legal, já que o tempo sempre age contra elas: a experiência se torna chatice, os cabelos grisalhos velhice e a maturidade já não fazia falta, elas são maduras desde os 15 anos.

Esse não é o caso, embora "o envelhecer" me atucane um pouco. Na verdade, quero falar de como as pessoas lidam com o dia de aniversário e não com a passagem do tempo, mesmo que isso influencie a maneira que reagimos a esse dia.

Hoje era meu dia, mas mesmo assim tive febre. Hoje era meu dia, mas mesmo assim tive de trabalhar - e bastante. Hoje era meu dia e mesmo assim esqueci a carteira e precisei voltar para casa quando queria me dar um presente e estava sem dinheiro no shopping. Hoje era meu dia e mesmo assim me senti culpada depois de comer dois pratos de yakissoba. Hoje, além de ser meu aniversário, foi um dia ruim. Por isso, acabei multiplicando minhas amarguras por mil: no dia do nosso aniversário isso não deveria acontecer, sou uma azaradas mesmo, essa minha vida...

Essa data só serve para a gente ter a ilusão de que temos um dia especial. Mais uma das nossas artimanhas para nos sentirmos diferentes, para termos pelo menos um motivo para comemorar. ILUSÃO, sim. Ninguém vai pagar as suas contas hoje, teu chefe não vai deixar de te demitir por isso (pode ser que desista na data, mas a demissão vem, com certeza), teus problemas não deixarão de existir....

A definição do parágrafo anterior, amargurada, serve para quem tem uma visão racional da vida... O que nos faz felizes são os momentos pequenos de extrema alegria, de procrastinação dos problemas, de egocentrismo, de alienação da vida real. Sem isso, não conseguiríamos viver. O aniversário, nesse caso, seria uma desculpa para nos presentearmos.

Em última análise, eu acredito nisso, precisamos desses momentos felizes para suportar nossa dura existência, mas não acredito que isso precise ter data marcada, ter um dia no ano. Assim como não acredito que o carnaval serve para extravasar e ser inconsequente, nxão acredito que devemos buscar essas pueris e singelas felicidades apenas no nosso dia.

Devemos buscar o que nos faz bem diariamente. Se cada dia fizéssemos um pouquinho do que nos deixa contentes, não precisaríamos "juntar tudo num montinho no final do ano" e poderíamos ter esse dia como um dia qualquer: um dia qualquer em que tentamos ser felizes.

4 de março de 2011

Cisne negro



Depois as pessoas perguntam por que as bailarinas enlouquecem.





A propósito, eu assisti ao filme e -infelizmente- não vi nada de mais; exceto, claro, a atuação da Nartalie Portman. Achei muito clichê, sei lá. Às vezes, quando vejo um filme muito comentado, espero demais dele... aí acabo me decepcionando.



21 de fevereiro de 2011

(an)alfabetismo?

Essa semana, folheando uma revista antiga, encontrei uma informação interessante: um indicador do Inaf. Para quem não sabe (como eu não sabia):

O Inaf - Indicador de Alfabetismo Funcional - é um indicador que mede os níveis de alfabetismo funcional da população brasileira adulta. O objetivo do Inaf é oferecer à sociedade informações sobre as habilidades e práticas de leitura, escrita e matemática dos brasileiros entre 15 e 64 anos de idade, de modo a fomentar o debate público, estimular iniciativas da sociedade civil e subsidiar a formulação de políticas nas áreas de educação e cultura". [fonte: http://bit.ly/fL4RcT]

Segundo o indicador, existem 4 níveis de alfabetismo:

Analfabeto
- quem não consegue realizar tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases.


Rudimentar - pessoas com a capacidade de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares.

Básico - pessoas que leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências.

Pleno - pessoas cujas habilidades não impõem restrições: lêem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses.


De acordo com o site, a última pesquisa a ter seus dados divulgados foi a de 2009. Eu li rapidamente alguns resultados e e gostaria de expor um fato(?) aqui:




Analisando a tabela, percebemos que o Analfabetismo e o alfabetismo rudimentar (índices negativos) diminuíram bastante entre os anos de 2001 e 2009. Além disso, podemos afirmar - indubitavelmente - que o alfabetismo Básico é o que apresentou mais mudança: 13 pontos percentuais de melhora nesse mesmo período. Muito bom!

Pera aí?! Muito bom? Vamos relembrar as habilidades de uma pessoa "basicamente alfabetizada":


As pessoas classificadas neste nível podem ser consideradas funcionalmente alfabetizadas, pois já lêem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências, lêem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma seqüência simples de operações e têm noção de proporcionalidade. Mostram, no entanto, limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de elementos, etapas ou relações.


Quem aí se deu conta de que o Brasil, em 2009, tem a ultrajante parcela de 25% de cidadãos entre 15 e 64 anos plenamente alfabetizada??? 3/4 dos brasileiros (sobre)vivem sem compreender linguagens complexas (sejam elas verbal ou matemática).

Ao ver um simples gráfico como esse com o mínimo de criticidade, podemos compreender um pouco mais da nossa realidade, passamos a ter algumas respostas para as típicas perguntas: "como BBB faz sucesso?", "quem votou no Tiririca?", "quem votou no Collor?", "por que os professores ganham tão mal?"...

Entrem no site e tirem suas próprias conclusões [http://bit.ly/fL4RcT], mas a minha opinião é a de que há "orgulho" (leia-se marketing político) de exibir estatísticas sobre um analfabetismo que tende a zero, e há a cara de pau de omitir (leia marketing político) que os ditos alfabetizados - na verdade - não sabem ler.