22 de março de 2012

29 de fevereiro de 2012

A Guerra dos Tronos

Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, de conspiração e de morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Ele aceita apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha – uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de protegê-lo da rainha. Entretatnto, ter os Lannister como inimigos é fatal – a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia. Sozinho na corte, Eddard também se apercebe de que sua vida nada vale  e de que até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

OPNIÃO
RANKING: Nível 4 - Dr. House

Para os fãs do gênero épico, que nunca encontraram nada a altura após Senhor dos Anéis, o livro é uma boa opção. Para mim, o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo foi a introdução, o ponta-pé inicial. Isso porque o autor vai desenvolvendo as tramas e os personagens, sendo que com o decorrer da estória o leitor percebe como tudo está interligado.

Martin conta a estória dos Sete Reinos a partir do ponto de vista de alguns personagens, ou seja, cada capítulo é escrito a partir dos eventos que ocorrem com um personagem. Talvez você pense que tal estrutura possa deixar o livro confuso, e sim, deixa um pouco confuso, mas não a ponto de atrapalhar a leitura.

Trata-se de um livro complexo, repleto de minúcias e que exige muita atenção, sendo completamente inviável lê-lo com sono ou pensando no almoço. Por ser denso, apresentando uma gama enorme de personagens e de estórias diversas que ocorrem simultaneamente em locais diferentes, o início da leitura pode ser um pouco difícil. A linguagem utilizada é mediana, não sendo tosca como a coleção Vaga-Lume, nem complexa como Dostoievski.

Além disso, Martin compôs personagens profundos, e até mesmo reais. As circunstâncias e as novas situações exigiam que tais personagens amadurecessem, o que, de fato, aconteceu, mas não de forma abrupta, inesperada. Foi gradual, demonstrando o cuidado do autor em criar uma estória verossímil.

Enfim, é uma ótima leitura de muita diversão, e nos deixa na obrigação de reconhecer que George Martin é um mestre na arte de escrever, contar estórias e criar tramas.

CITAÇÃO FAVORITA
"Pelos sete infernos, Ned... Morto por um porco!"

INFORMAÇÕES BÁSICAS
Editora: Leya
Ano: 2010
Número Edição: 1
Páginas: 592
Encadernação: Brochura
Dimensões (LXAXP): 17 x 24 cm
Onde comprar: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3065233

PARA SABER MAIS

26 de fevereiro de 2012

Volta às aulas

Amanhã começa o meu ano letivo: conhecerei alunos novos, perspectivas diferentes, passados distintos...


No entanto, uma coisa é igual: são todos alunos... 


Afinal, eu vejo em todos uma coisa igual: um mundo de possibilidades.


Para mim, isso é ser professora... é ver em cada um à minha frente um mar de possibilidades que se concretizarão, também, pelo trabalho que eu realizar com eles, pelos debates que eu promover, pelas reflexões que eu suscitar, pelas dúvidas que eu cultivar...


É isso que me anima a cada início de ano, o desafio de tornar meros desconhecidos em futuros tocados por mim e pelo meu trabalho. Evidentemente, não tenho 100% de sucesso e sei que não vou mudar O mundo (afinal, Hitler mudou o mundo e olha a merda que ele fez), mas sei que posso mudar o mundo de alguns e isso já me deixa feliz demais!


Um bom retorno a todos os professores e alunos!

21 de fevereiro de 2012

Resoluções







Bom, o ano - no Brasil - só começa depois do carnaval... e eu descobri que é por isso que minhas resoluções de ano novo nunca acontecem. Sempre tenho ideias (de organização e de emagrecimento, principalmente) para por em prática já no dia primeiro de janeiro, mas aí vêm as férias - e nas férias não dá para emagrecer -, aí vem o carnaval... A enrolação só termina quando passa esse bendito feriado!


Em suma, meu ano só começa mesmo quase em março, que é quando começam as aulas e quando minha rotina volta realmente a ser rotina.


E o que esse blog tem a ver com isso?


Postar com regularidade aqui é uma das minhas resoluções de ano novo... que, claramente, ainda não foram postas em prática. Então, estou escrevendo hoje, em plena noite de folia (#NOT), apenas para firmar meu compromisso de não deixar esse meu cantinho tão abandonado.


Que o ano, de fato, comece!

6 de novembro de 2011

Extravestibular

A UFRGS já divulgou os editais para ingresso na universidade sem ser por meio do vestibular. São oferecidas vagas para ingresso diplomado e para transferência interna.

Ou seja, quem já tem um curso superior e está na batalha do vestibular, pode tentar também o ingresso diplomado e ter mais chances ;)

Informações aqui!

26 de outubro de 2011

Sobre a nova polêmica ENEM

Eu entendo a indignação de vestibulando do Brausil inteiro quanto a esse novo episódio de falha/fraude do Exame Nacional do Ensino Médio (quem não sabe da história leia aqui), mas peço que todos prestem atenção a um detalhe: o ENEM - antes de sua aplicação - passa por um pré-teste que serve para ajudar a medir o grau de dificuldade dos exercícios e para testar a clareza dos enunciados.

Esse fato nunca foi ocultado nem omitido pela Ministério da Educação. Se os professores e as escolas lessem os materiais destinados a eles sobre o exame, já saberiam disso há muito tempo e, obviamente, saberiam que haveria a possibilidade de haver uma fraude como essa da escola Christus.

Logo, seguindo o raciocínio lógico, não se pode simplesmente dizer que o problema é apenas a incompetência dos organizadores da prova, se foram as pessoas (e uma instituição de ensino) que usaram a pré-testagem de forma inadequada.

Vejam bem, não estou defendendo a (des)organização do INEP, visto que, claro, devem existir formas melhores e mais seguras de se fazer essa testagem...

MAS

discordo de indignação desinformada que sempre "coloca a culpa" no governo quando, na verdade, a culpa está em vários daqueles que se dizem cidadãos, nesse caso, funcionários dessa escola e quem ajudou nessa empreitada criminosa e também, quem sabe,  em nós mesmos que não questionamos esse sistema de testes das questões nem tentamos nos informar sobre como ele era feito para poder contestá-lo.

Indignem-se, agora, contra a impunidade, isso sim deve ser combatido. Lutem para que quem fez errado assuma a resposabilidade, pois só assim o "jeitinho brasileiro" vai deixar de fazer parte da nossa cultura.

26 de setembro de 2011

Brasileirismos

Já que estou em um dia de revolta com as redes sociais, aproveito para postar algo que as atinge diretamente: o nome delas escritos de acordo com a pronúncia / ortografia do português. 


Já que estrangeirismo não pode, temos de criar alternativas ;)






24 de setembro de 2011

Faith no More

Hoje o dia é dedicado ao ROCK! O post de hoje vai para uma banda que eu curti muito nos anos 90 (old!), mas que acabou se confirmando como uma das minhas preferidas e nunca deixou meu set list! No ano passado tive o prazer de ver os caras ao vivo (já na meia idade, mas no espírito rock and roll de sempre).

Aumente o som e aproveite!










Não poderia faltar a clássica, né! Ao vivo no Rock in Rio de 1991 ainda!

23 de setembro de 2011

Nada a ver






Sei que essa postagem não tem nada a ver com o que o blog se propõe, mas achei lindas essas ilustrações e o blog é meu, né... coloco o que eu quiser aqui! ha ha =P

Tem mais no http://little-miss-pixel.blogspot.com/ 

19 de setembro de 2011

O erro e o preconceito

"Quando algumas pessoas, seguindo um hábito tradicional da nossa cultura, se queixam dos "erros" cometidos por outras no uso da língua, é comum elas apresentarem algumas supostas explicações para o surgimento de tais "erros": o descaso das pessoas pela própria língua, a corrupção moral da juventude, a falta de gosto pela leitura, a incompetência dos professores, os modismos criados pelos meios de comunicação e pela publicidade, a invasão das palavras estrangeiras, e por aí vai...

Essas acusações tradicionais (e quase sempre irracionais) se baseiam numa série de preconceitos que tentam interpretar os fenômenos sociais e culturais pela ótica exclusiva do senso comum, sem recorrer a nenhum tipo de explicação científica sugerida pela investigação rigorosa e pela teorização consistente. Todas essas ideias se enquadram bem na categoria das superstições, conjunto de crenças, temores e práticas sem fundamento na realidade das coisas.

Infelizmente, ao contrário de tantas outras superstições infundadas que foram desmascaradas pela ciência, rejeitadas pelo convívio democrático e abandonadas pela maioria das pessoas instruídas, as superstições linguísticas permanecem vivas e fortes na nossa cultura, como se fossem dogmas sagrados capazes de atrair a ira divina sobre quem não acreditar neles...

Examinando a história da nossa língua e de muitas outras, a gente descobre que essa "tradição da queixa" é muito antiga. É mesmo engraçado: a suposta ruína da língua é um processo que nunca chega ao fim - o português, por exemplo (a julgar pelo que se escreve sobre ele há trezentos anos!), sempre esteve à beira do colapso, do desaparecimento puro e simples. As acusações de que as pessoas estão matando a língua aparecem em textos publicados há séculos , mas a língua, estranhamente, nunca termina de morrer. Segundo essa linha de pensamento, o português, desde que se firmou como língua de um povo soberano, há quase mil anos, é um idioma permanentemente moribundo".


Esse texto do linguista Marcos Bagno (do livro "Não é errado falar assim") é legal, pois mostra a "irracionalidade" e a falta de embasamento do pensamento mais comum em relação à nossa língua... Para mim, na verdade, ele desmascara essas crenças, mostrando que elas não passam disso, de crenças, sem nenhum suporte a não ser o preconceito e o conservadorismo descabido.

Tá errado?



Acredito que cada pessoinha, pelo menos uma vez na vida, já passou pela situação de ler, de falar, de ouvir ou de escrever algo e pensar: Será que tá errado? Por que o que os professores de português dizem que está errada uma forma usada pela maioria das pessoas?


Por isso, hoje inaugurarei uma nova coluna aqui do blog que tentará tirar as dúvidas dos leitores sobre a variação que ocorre na nossa Língua, ou seja, por que há uma forma considerada "correta" e uma considerada "errada" e, principalmente, por que usamos na fala cotidiana justamente a forma condenada pela gramática tradicional.

A coluna se chamará, propositalmente, "Tá errado?", para refletir o objetivo de sua escrita que é contrastar o que falamos com aquilo que escrevemos, o formal com o informal, o certo com o errado... ou como quer que possamos chamar essa dualidade.

Quero apenas deixar claro que minha intenção não será ditar o que é certo e o que é errado, como fazem alguns manuais de "bom português. Meu intento será discutir a variação, tentar relacioná-la com fatos da língua (motivações, complexidades, explicações) e, finalmente, tratar a variação em termos de adequação da variante a diferentes interlocuções. 

OU SEJA, uma forma (que pode ser a considerada errada pela gramática) pode ser mais adequada à situação X do que outra (que pode ser a considerada a correta). 

Espero que vocês, leitores, participem das discussões ;)

9 de setembro de 2011

Português é uma ciência exata!

Quem disse que não há lógica na Língua Portuguesa? 
Quem disse que a linguagem não é uma ciência exata? 
Quem disse que não podemos transformá-la em um cálculo? 






 

Tudo depende da perspectiva com que miramos tal ciência, não acham?

8 de setembro de 2011

Pernóstico

Um pouco de pernosticismo não faz mal a ninguém. Ou faz? Aliás, o que define alguém pernóstico? Saiba o significado dessa bela palavra e a salve da extinção ;)

Acepção 1: Que é afetado, pedante (indivíduo pernóstico; discurso pernóstico).
PRESUMIDO PRETENSIOSO
Antônimos possíveis: desafetado, modesto
 
Acepção 2:  Que é espevitado, repontão.
GROSSEIRO MALCRIADO 
Antônimos possíveis: educado, respeitoso
 
Acepção 3: Que gosta de usar termos incomuns, que às vezes desconhece, para aparentar cultura.
DOUTORAL SENTENCIOSO


Um personagem (antigo) da televisão define muito bem esse vocábulo:




Fontes: Aulete Digital e Aurélio

2 de setembro de 2011

Teste seu vocabulário

O tema da aula que ministrarei amanhã é "adequação e ampliação de vocabulário". Por isso, eu estava vasculhando as internerds a procura de imagens, vídeo ou sites relacionados e achei esse teste online


Claro que é meio teste da "Capricho", mas achei legalzinho. Vale a pena fazer só para "tirar uma febre". Além disso, sempre se aprende algo novo nesses testes de conhecimento.


Minha pontuação foi 26, faça o teste e diga a sua pontuação aqui nos coments ;)


15 de agosto de 2011

Capcioso


Que usa de astúcia para enganar, confundir, enredar. 


Que procura levar ao erro; que tem ou é feito com intenção prévia maliciosa, para fazer com que se notem defeitos em algo, ou que se levantem objeções (pergunta capciosa; reportagem capciosa).


Sinônimos próximos: ARDILOSO, ASTUCIOSO, CAVILOSO.



 
Definição em uma imagem: vilãs das novelas da Globo!